O Plano Nacional de Formação dos Professores da Educação Básica é
resultado da ação conjunta do Ministério da Educação (MEC), de
Instituições Públicas de Educação Superior (IPES) e das Secretarias de
Educação dos Estados e Municípios, no âmbito do PDE - Plano de Metas
Compromisso Todos pela Educação – que estabeleceu no país um novo
regime de colaboração da União com os estados e municípios, respeitando
a de autonomia dos entes federados.
A partir de 2007, com a adesão ao Plano de Metas Compromisso Todos
pela Educação, os estados e municípios elaboraram seus respectivos
Planos de Ações Articuladas, onde puderam refletir suas necessidades e
aspirações, em termos de ações, demandas, prioridades e metodologias,
visando assegurar a formação exigida na LDB para todos os professores
que atuam na educação básica.
Os Planejamentos Estratégicos foram aprimorados com o Decreto
6.755, de janeiro de 2009, que instituiu a Política Nacional de
Formação dos Profissionais do Magistério da Educação Básica, com a
finalidade de organizar, em regime de colaboração da União com os
estados, Distrito Federal e municípios, a formação inicial e continuada
desses profissionais.
O Plano Nacional de Formação é destinado aos professores em exercício
das escolas públicas estaduais e municipais sem formação adequada à
LDB, oferecendo cursos superiores públicos, gratuitos e de qualidade,
com a oferta cobrindo os municípios de 21 estados da Federação, por
meio de 76 Instituições Públicas de Educação Superior, das quais 48
Federais e 28 Estaduais, com a colaboração de 14 universidades
comunitárias.
Por meio deste Plano, o docente sem formação adequada poderá se
graduar nos cursos de 1ª Licenciatura, com carga horária de 2.800 horas
mais 400 horas de estágio para professores sem graduação, de 2ª
Licenciatura, com carga horária de 800 a 1.200 horas para professores
que atuam fora da área de formação, e de Formação Pedagógica, para
bacharéis sem licenciatura. Todas as licenciaturas das áreas de
conhecimento da educação básica serão ministradas no Plano, com cursos
gratuitos para professores em exercício das escolas públicas, nas
modalidades presencial e a distância.
O professor fará sua inscrição nos cursos por meio de um sistema
desenvolvido pelo MEC denominado Plataforma Paulo Freire, onde também
terá seu currículo cadastrado e atualizado. A partir da pré-inscrição
dos professores e da oferta de formação pelas IES públicas, as
secretarias estaduais e municipais de educação terão na Plataforma
Freire um instrumento de planejamento estratégico capaz de adequar a
oferta das IES públicas à demanda dos professores e às necessidades
reais das escolas de suas redes. A partir desse planejamento
estratégico, as pré-inscrições são submetidas pelas secretarias
estaduais e municipais às IES públicas, que procederão à inscrição dos
professores nos cursos oferecidos. |